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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Monastério de Deyrulzafaran

















O Monastério de Deyrulzafaran está localizado há cerca de 4 km da cidade de Mardin, no sudeste da Turquia, e é um importante lugar de peregrinação para os cristãos ortodoxos sírios. Ainda em funcionamento ( como escola e templo ), o monastério foi fundado em 493 D.C, na época do império Bizantino, e por 640 anos, até 1932, foi a residência oficial do patriarcado ortodoxo sírio. Hoje, o monastério serve, também, como residência do arcebispo de Mardin. O monastério conta com várias capelas, quartos de hóspedes para os monjes e visitantes, além de salas de estudo e meditação. O nome Deyrulzafaran deriva da flor conhecida pelo nome de saffron, que cresce ao redor do monastério. Deyrulzafaran foi uma das primeiras igrejas cristãs da anatólia. Na região de Mardin vivem cerca de 350 sírios ortodoxos, que convivem harmonicamente com a população majoritariamente muçulmana do local. Quando as mesquitas fazem os chamados para as orações, é possível ouvir os sinos tocarem em Deyrulzafaran, mostrando que é possível conviver em paz e harmonia, em um mesmo lugar, mesmo com práticas religiosas diferentes. Existe uma lenda de que o monastério abriga escorpiões desde a sua fundação, e que esses escorpiões nunca teriam picado ou ferido nenhum monje, o que seria considerado milagre. Lenda ou não, fato é que Deyrulzafaran é considerado um lugar santo, e até hoje é escolhido para a realização de casamentos e cerimônias religiosas. Minha experiência pessoal é a de que o monastério é realmente um lugar onde o visitante sente uma paz inexplicável!

Foto 1: Vista do Monastério, da estrada;

Foto 2: Primeira entrada para o complexo de Deyrulzafaran;

Foto 3: Parte do complexo e estacionamento;

Foto 4: Entrada do monastério;

Foto 5: Parte interna do monastério;

Foto 6: Escadaria interna;

Foto 7: Pátio interno;

Foto 8: Parte superior, acesso aos quartos de hóspedes.

domingo, 23 de outubro de 2011

Hasankeyf parte 2










Foto 1: Vista do Rio Tigre e da ponte velha, considerada a mais larga e espetacular ponte da era medieval, construída por Fahrettin Karaaslan, do império Artuqd;

Fotos 2 e 3: Vista geral das cavernas, onde existiram palácios, mesquitas e igrejas;

Foto 4: Primeiro portão de entrada da fortaleza, conhecido como o portal do leão, que foi totalmente destruído em 1986 por um desabamento de terra;

Foto 5: Segundo portão, conhecido como o portão da serpente, onde acreditava-se existir magia (quem passasse pelo portão deixava as más energias do lado de fora). Acredita-se que o portão foi construído em 1416 pelo sultão Eyyübi Süleyman.








sábado, 22 de outubro de 2011

Hasankeyf

















Hasankeyf é uma pequena cidadezinha localizada na província de Batman, ao sul do Rio Tigre, na região sudesteda Turquia. Não se sabe ao certo que povo foi o fundador da localidade, mas estudos demonstraram que Hasankeyf já era habitada por volta do ano 1000 AC. O que mais impressiona no local é o conjunto de cerca de 5 mil cavernas, que foram habitadas pelos romanos, bizantinos, sassanidas e Artuqids ( quando Hasankeyf foi capital por cerca de 130 anos). Hasankeyf teve vários nomes ao longo de sua existência e de acordo com a civilização que nela habitou: Hisni Keyfa, Hüsnül Mülük, Hüsnul Lugub e Bajer foram alguns desses nomes. A época de ouro de Hasankeyf se deu durante o domínio dos Artuqdis e dos Eyyübies (descendentes de Saladino), que construíram a velha ponte sobre o rio Tigre, o pequeno e o grande palácio (que fazem parte do complexo de mais de 5 mil cavernas). Toda a infra-estrutura construída na cidade durante esse período fez com que Hasankeyf se tornasse parte da rota da seda. A cidade esteve sob o domínio dos eyyübies de 1232 até 1260, quando os mongóis a invadiram e saquearam. Hasankeyf passou a fazer parte do império otomano em 1515. O local é habitado predominantemente por curdos, sírios , árabes e cristãos sírios.

A cidade hoje vive basicamente do turismo, embora Hasankeyf não seja ainda muito conhecida pelas operadoras de turismo, o que é uma pena, pois é um dos mais belos sitios arqueológicos da Turquia, a céu aberto, ainda pouco explorado. No entanto, toda essa beleza e história estão ameaçadas de sumirem do mapa, já que o governo turco e um grupo de países estão apoiando a construção, no local, da barragem de Ilisu. Existe um projeto, desde 2008, que pretende inundar o local para a construção da barragem, que iria solucionar o problema da falta de água em que vivem as populações vizinhas. Em dezembro de 2008 a Alemanha, a Áustria e a Suíca retiraram o apoio financeiro ao projeto, solicitando ao governo turco que encontre soluções de impacto ambiental mínimos, a fim de que todo o sítio arqueológico de Hasankeyf possa ser preservado. Vamos torcer para que se encontrem novas alternativas e Hasankeyf e sua história não venham a desaparecer.

Foto 1: Vista panorâmica de Hasankeyf e seu complexo de cavernas, as margens do rio Tigre;

Foto 2: Complexo de cavernas;

Foto 3: Vista de parte do pequeno palácio, construído pelos Eyyübies, ao fundo o rio Tigre;

Foto 4: Área reservada às escavações;

Foto 5: Entrada do complexo;

Foto 6: Principal rua de comércio de Hasankeyf, onde se pode notar o minarete da mesquita El Rizk, construída em 1409 pelo sultão Süleyman Eyyübi. No topo da mesquita existe um imenso ninho de gaivotas.











sábado, 8 de outubro de 2011

XII Bienal de Istambul











A XII Bienal de Istambul foi inaugurada no último dia 17 de setembro e tem data prevista de encerramento para o dia 13 de novembro. Esta edição da Bienal de Istambul chama-se "Untitled", ou seja, "Sem Título". Um dos curadores da mostra é o brasileiro Adriano Pedrosa. Especula-se que o Governo brasileiro tenha gasto em torno de 15 mil dólares para enviar as obras de artistas brasileiros presentes na Bienal, dentre eles: Leonilson, Jonathas de Andrade, Rosângela Rennó, Renata Lucas e Lygia Clark. Para os apreciadores de arte moderna pode ser algo interessante, particularmente não gostei, ou talvez não tenha a sensibilidade suficiente para entender esse tipo de arte... além disso, o ingresso é muito salgado: 20 liras a inteira (equivalente a 20 reais)! A XII Bienal de Istambul está acontecendo no espaço da Istanbul Modern, localizada na Meclis-I- Mebusan cad. Liman Isletmeleri Sahasi Antrepo No 4 -Karaköy - Istanbul. Acima, fotos da entrada da Bienal e de obras produzidas por artistas brasileiros.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Banhos da Sultana Hürrem (Hürrem Sultan Hamami)-parte 2










Mais umas fotos dos Banhos de Hürrem.

Foto 1: Vista da edificação completa;

Foto 2: Predio na lateral direita, com vista da Santa Sofia ao fundo;

Foto 3: Visão do prédio onde pode-se ver a entrada masculina;

Foto 4: Parte dos fundos, onde se encontra a entrada feminina;

Foto 5: Uma das luminárias da parte interna.








Banhos da Sultana Hürrem (Hürrem Sultan Hamami)











Dando uma pequena pausa nos meus posts sobre o leste turco (área conhecida como o "Curdistão"), hoje vou falar sobre a reinauguração dos banhos da Sultana Hürrem, conhecido no ocidente como os banhos de Roxelana, em Istambul. O nome atual do local é Hagia Sophia Hürrem Sultan Hamam. O prédio foi construído em 1556 pelo famoso mestre arquiteto Sinan, sob as órdens do Sultão Solimão, que queria homenagear a esposa, a Sultana Hürrem. O hamam foi edificado em forma de dupla casa de banho, uma para homens e outra para as mulheres. Durante muitos anos os banhos de Hürrem estiveram desativados, funcionando no local uma loja de tapetes e artigos de artesanato. Recentemente o governo turco resolveu restaurar e reabrir o hamam, cuja reinauguração se deu em julho do corrente ano.Pude tirar umas fotos clandestinamente ( até o momento que a moça da recepção me pegou rsrsrsrs) da primeira sala do hamam. O lugar é interessantíssimo pela beleza e história contidas ali. Os preços são bem salgadinhos, mas acho que para ir a fim de apreciar esse local histórico vale a pena. Eu ainda não fui, mas brevemente irei testar. O preço do banho mais simples é de 70 euros com a esfoliação corporal e massagem relaxante. O banho completo, com massagens, esfoliação, máscara corporal, e com direito a usar a própria sala de banho da Sultana Hürrem custa 100 euros. Bom, se é para gastar, penso que o banho completo deve ser o mais vantajoso mesmo, mas isso vou afirmar, ou não, somente após minha ida. O prédio do hamam é realmente bonito, em estilo turco otomano, minha única e grave crítica é a de que, o banho é da sultana Hürrem, mas a entrada para a ala feminina é uma portinha no final de uma escada que desce, bem escondidinha ao fundo do edifício. Já a entrada dos homens, essa é cheia de glamour, fica bem na frente, com vista para a Igreja de Santa Sofia! Realmente, Hürrem era a dona do Hamam mas o machismo como sempre tomou conta até desse local. A Ayasofya Sultana Hürrem está localizada em frente a igreja de Santa Sofia no bairro de Sultanahmet, em Istambul.
Foto 1: Vista da recepção interna

Foto 2: Mais recepção interna, acesso aos aposentos para trocar as roupas;

Foto 3: Chafariz e cadeiras de descanso na parte internaç

Foto 4: Entrada para a ala feminina;

Foto 5: Entrada para a ala masculina.










quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mardin































Mardin é uma pequena cidade do sudeste turco, capital da província de mesmo nome, com uma população de cerca de 10 mil habitantes. A cidade está inserida entre a área da Anatólia e a Mesopotâmia. A população é composta, na maioria, por habitantes da etnia curda, mas também é possível notar a presença de turcos, sírios e árabes. O nome Mardin é proveniente da língua aramaica e significaria fortaleza, sendo conhecida por este nome desde o tempo da civilização assíria. Ao redor de Mardin existem, até hoje, vários templos e monastérios cristãos ortodoxos de origem síria, alguns deles ainda em pleno funcionamento (postarei aqui brevemente um artigo específico sobre os monastérios do local). A cidade, toda construída no alto de uma montanha, é realmente vista como uma fortaleza para quem vem chegando pela estrada de acesso. Estar no topo de Mardin e observar toda a imensa planície da mesopotâmia é realmente uma experiência única. Quando observei a planície do alto, me senti o próprio Hassan i Sabbah, o líder da seita Assassinos, que vigiava todo o movimento das estradas desde o seu legendário castelo de Alamut. Os habitantes de Mardin são extremamente hospitaleiros, e nada conservadores, o que me surpreendeu bastante. A grande maioria das mulheres não se cobre. A cidade é um dos cenários favoritos para a produção de novelas turcas. Anualmente Mardin promove um concorrido festival de cinema, que ocorre normalmente no mês de junho.


Foto 1: Vista da imensa planície da Mesopotâmia;


Foto 2: Ruínas de uma antiga fortaleza, onde não é permitida a visitação, pois é área militar, infelizmente;


Foto 3: Ruas de Mardin, com sua arquitetura típica;


Foto 4: Umas das diversas lojas de sabonetes naturais, típicas de Mardin;


Foto 5: Vista da cidade ao longe, da estrada de acesso.