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sábado, 1 de dezembro de 2012

Exposição "Crianças de Ouro" ( Altin Çocuklar) - Museu Pera

O Museu Pera, em Istambul, é um dos museus mais interessantes de se visitar na Turquia, pois está sempre oferecendo importantes exposições temporárias (além das belíssimas exposições permanentes), exibindo, geralmente, coleções de renomados artistas europeus (já escrevi sobre o museu em 27 de dezembro de 2011).
Atualmente o Museu Pera está exibindo uma belíssima exposição intitulada: " Crianças de Ouro" . Constam da mostra 57 retratos de crianças  nobres e aristocrátas de toda a europa, do século XVI ao século XIX. Algumas dessas crianças da realeza tornaram-se importantes reis e rainhas. Através dos retratos é possível observar-se as algumas tradições aristocráticas, o que era considerado moda naquela época, além de fazer uma retrospectiva da história política da europa. Além dos retratos das crianças da nobreza européia, o visitante pode apreciar os belíssimos retratos da princesa Mihrimah (chamada pelos europeus de Cameria), filha do casal de sultões Hürrem e Suleyman, o magnífico, e o retrato do príncipe otomano  Abdürrahim Efendi.
A exposição acontece até o dia 6 de janeiro de 2013, sendo patrocinada pela Embaixada da Espanha e pelo Instituto Cervantes. O preço do ingresso é de 10 TL (equivalente a 10 reais). O endereço do Museu Pera é: Mesrutiyet Cad, 65 - Beyoglu - Istambul.



Vista da fachada do Museu Pera.



Sultana Mihrimah, pintada provavelmente por um seguidor do pintor italiano Cristófano Dell Altíssimo, século XVI.


Príncipe  Abdürrahim Efendi, pintado em 1900 por Fausto Zonaro.


Príncipe Phillip Emannuel de Savoy, pintado por Giovannie Caracca.


Carolina Matilda de Gales, pintada por Willem Verelst.


Thomas Plumer Byde e seu irmão John Byde, pintados por Enoch Seeman, século XVIII (nota-sa que os meninos vestem vestidos. Naquela época era moda na aristocracia os meninos usarem vestidos longos)



Rei Edward VI, Príncipe de Gales.


Luís XII, pintado pelo jovem Frans Pourbus, 1610.


Luís XIV e seu irmão Philippe D' Orleans,  pintados por Charles Beaubrun, 1642 ( os príncipes vestem vestidos, como meninas, pois era moda na aristocracia da época vesti-los dessa forma)


Retrato de um bebê, atribuído a Luis XIV.


Luis XV, retratado por um pintor da escola francesa, 1715.


Imperador austríaco, Joseph II, quando bebê.


Futura Rainha Isabel II, da Espanha.


Infanta Margarita Teresa, da Espanha.


A infanta Anne, da Áustria.


Retrato de uma menina de vestido azul, nos jardins do palácio. Pintada por Willem Verelst.



Retrato de 4 crianças, pintadas pelo grupo de Gerard Soest.


Vista geral do segundo andar da exposição.



Entrada do segundo andar da exposição.


Entrada da exposição.



Um dos elevadores do museu decorado com cópia de um dos retratos da exposição.

domingo, 4 de novembro de 2012

Cisterna da Basílica - Istambul

A Cisterna da Basílica de Santa Sofia, em Istambul, é um outro ponto turístico interessante a se visitar no bairro histórico de Sultanahmet.  A cisterna, juntamente com a própria basílica, é uma das contruções mais antigas da história ainda preservada, tendo sido contruída no século VI DC, pelo imperador Justiniano, nos anos de glória do império romano do oriente. Com um total de 9.800 metros quadrados de área construída e com 336 colunas de mármore, sendo a maioria delas ao estilo de coríntios, as paredes da cisterna são de tijolos a vista, contendo uma camada de argamassa contra o vazamento de água.  A água que abastecia a cisterna era proveniente da floresta Belgrado, distante  cerca de 19km de Istambul. Os aquedutos construídos por Justiniano (ainda vistos na paisagem da cidade) eram os responsáveis por transportar a água até a cisterna.
O que mais chama a atenção do turista que visita a cisterna são as duas enormes cabeças de medusa encontradas no lado noroeste. Uma das cabeças está de cabeça para baixo e a outra em posição lateral. Conta a lenda que Medusa era uma moça muito bonita, de lindos cabelos e olhos negros, e que se apaixonou perdidamente por Perseus, filho de Zeus. Como a deusa Athenas também estava apaixonada por Perseus, ficou enciumada e lançou um feitiço contra Medusa, transformando seus cabelos em serpentes, e toda pessoa que olhasse para Medusa seria transformada em pedra. Quando Perseus descobriu que Medusa transformava pessoas em pedras, cortou sua cabeça. Perseus teria ganho muitas batalhas contra seus inimigos mostrando a cabeça cortada da Medusa. Outra lenda conta que Medusa era uma das três irmãs gigantes de Gorgona e que transformava todos que a olhassem em pedra. E por essa razão seria costume, na antiguidade, colocar estátuas da Medusa nas edificações mais importantes para espantar o mau-olhado. Não se sabe ao certo como as cabeças de Medusa foram parar na cisterna, no entanto, estudiosos acreditam que elas seriam parte de alguma outra construção da antiguidade e que, por ocasião da construção da cisterna, foram trasladadas para o local.


Uma das cabeças da Medusa.




Outra cabeça da Medusa.


Vista da escada de entrada da cisterna.




Detalhe de uma das colunas, de arquitetura diferente. Não se sabe ao certo sua origem e significado.



Vista das colunas ao estilo de coríntios.


Vista geral da cisterna.




Vista geral.


Cisterna com suas majestosas colunas imersas em água.




Mais vista das colunas.


Outra vista das colunas, com suas águas cheia de pequenos peixes.





Entrada da cisterna.




terça-feira, 16 de outubro de 2012

Gelibolu (Gallipoli) Parque Nacional

O Parque Nacional de Gelibolu, região conhecida antigamente como Gallipoli (do grego Kallipolis, "cidade bonita"), está localizado na província de Çanakkale. Fundando em 1973,  com uma área de 33 mil hectares,  o parque abriga vários cemitérios, museus e monumentos em honra aos milhares de soldados mortos no local durante a I Guerra Mundial, na Batalha de Çanakkale. Na área do parque existe uma pequena população que ali vive, segundo as regras de proteção ambiental estabelecidas pelo parque, dedicando-se ao pequeno pastoreio e à pesca.
 O Estreito de Dardanelos (passagem que liga o Mar Egeu ao Mar de Mármara, conectanto Europa e Ásia) foi o cenário de uma das mais sangrentas batalhas da I Guerra Mundial, onde  franceses e britânicos (incluindo australianos e neozelandeses) tentaram invadir e tomar Istambul, atacando os turcos-otomanos através do Dardanelos. A batalha de Çanakkale durou cerca de 8 meses, de abril de 1915 a dezembro do mesmo ano, quando foram evacuados todos os Anzacs ( sigla que designava os grupamento de soldados da Austrália e Nova Zelândia). Os últimos britânicos deixaram o local em janeiro de 1916. Cerca de 80 mil soldados morreram durante o conflito, entre turcos, Anzacs, britânicos e franceses. Todos os anos, no dia 25 de abril, data em que os Anzacs desembarcaram em Gelibolu em 1915, é comemorado o dia Anzac, um evento considerado de grande importância para os governos da Austrália e Nova Zelândia. Existem diversas arquibancadas especialmente armadas para o evento, no local chamado de Baía de Anzac (onde também se localiza um dos cemiérios Anzacs), onde milhares de australianos e neozelandeses  (ex- combatentes e parentes, além de autoridades governamentais ) comparecem para homenagear seus antepassados mortos na Batalha de Çanakkale.
Além dos cemitérios Anzacs e turcos, o Parque Nacional de Gelibolu abriga diversos monumentos que homenageiam os soldados mortos, pequenos museus e as interessantíssimas Tábias , hoje museus ( trincheiras muito bem disfarçadas) onde se escondiam os turcos para bombardearem os barcos invasores que tentavam cruzar o Dardanelos. As tábias foram essenciais para que os turcos vencessem a batalha.
Para quem deseja mergulhar na história da mais famosa batalha da I Guerra Mundial, a batalha de Çanakkale, além de apreciar uma linda paisagem, uma visita ao Parque Nacional de Gelibolu é super recomendada!




Um dos cemitérios turcos do Parque



Detalhe das tumbas dos turcos, com seu chapéu típico, mencionando o nome das cidades de cada soldado, uma vez que muitos corpos foram enterrados em local desconhecido.



Outro cemitério turco



Entrada de um dos cemitérios Anzacs. Cada cemitério Anzac tem um nome diferente, esse se chama Fazenda cor de rosa.




Detalhe das tumbas do Fazenda Cor de Rosa.




Outro cemitério Anzac, esse chamado Repouso Lancashire.


Um dos monumentos Anzacs.



Cemitério onde estão enterrados os combatentes de um batalhão inteiro onde somente Atatürk sobreviveu.




Painel representando a Batalha de Çanakkale no cemitério do batalhão de Atatürk.



Estátua de Atatürk em combate.


Placas representando todos os soldados turcos mortos em combate, no monumento em homanagem aos mortos.


Detalhes das placas, de vidro, onde listam as cidades do império otomano que enviaram soldados a guerra.



Detalhe do monumento em homanagem aos turcos mortos.



Monumento em homenagem aos mortos.


Estátua representando um soldado turco ajudando um soldado Anzac.




Palavras de Atatürk sobre a sangrenta batalha e seus mortos.



Painel retratando a guerra em frente ao monumento.


Famosa estátua do soldado desconhecido.





Praia dos Anzacs, com as arquibancadas preparadas à espera da chegada de australianos e neozelandeses que todos os anos prestam homagens a seus mortos.



Detalhe da praia e das arquibancadas.


Praia Anzac.



De montanha pode-se avistar a praia dos Anzacs em sua extensão.


Outra vista da praia dos Anzacs.


Pequeno museu do parque.



Casa onde viveu Atatürk durante a batalha de Çanakkale. Hoje museu.



No Museu Casa de Atatürk, pode-se ver balas que se chocaram durante os combates de ambos os lados. Diz-se que a chuva de balas era tão grande que muitas vezes as balas se chocavam entre si no ar.



As tábias eram locais ao longo do Estreito de Dardanelos, onde os turcos atiravam de canhões nos navios inimigos que tentavam adentrar o estreito.


Das tábias pode ser ver uma pequena fortaleza ao longe e mais um cemitério Anzac.




As  tábias além de esconder os canhões, que não podiam ser vistos desde a perspectiva do Estreito de Dardanelos, também serviam de depósitos de munições e local de comunicação. Onde cada tábia se comunicava com outra através do rádio.


Detalhe das tábias.



Canhões em uma das tábias.



Estátua em homagem a um cidadão turco que, embora de estatura baixa, carregava as balas que alimentavam os canhões, que eram extremamente pesadas.



Trincheiras em uma das tábias.



Monumento simbolizando Atatürk no comando de suas tropas.



Parque Nacional de Gelibolu, visto desde Çanakkale. Na montanha frase dita por Mustafá kemal Atatürk, dizendo em termos gerais: Aqui ninguém passa!