Pages

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Bergama (Pérgamo) - Acrópolis

A atual cidade de Bergama (80 km ao norte de Izmir) era conhecida no passado como Pérgamo, uma das sete igrejas da ásia, mencionadas na Bíblia, no livro de Apocalipse.  Pérgamo foi sede de um poderoso reinado fundado por Philetaerus em 281 AC, tendo controlado boa parte do oeste da Anatólia, na época da dinastia Attalid , cujo reinado era considerado o mais sábio e o mais justo de toda a região. Com a morte do último rei Attalid, em 133 AC, como o rei não possuía herdeiros, o reinado foi entregue ao império romano.
A antiga Pérgamo possuia uma acrópolis construída nos moldes da acrópolis de Atenas (acrópolis era o nome dado a todas as cidades gregas construídas no alto de uma grande rocha). A cidade teve tanta importância como centro cultural greco-romano, que a biblioteca, que possuía cerca de 200 mil livros, só perdia em importância para a biblioteca de Alexandria, no Egito. A tradição e importância cultural de Pérgamo era tão grande e prestigiosa, que o nome da pele de animal (normalmente de carneiro ou cabra) utilizada para a escrita da época, foi batizada em sua homenagem, com o nome de pergaminho. Pérgamo como toda cidade da antiguidade, possuía diversos templos, já que o politeísmo era praticado, os mais famosos eram o templo de Trajan e o altar de Zeus. O grande teatro de Pérgamo, que tinha capacidade para 10 mil pessoas, é considerado o maior teatro construído em plano inclinado da história antiga.
Uma das formas mais fáceis de se chegar até a antiga acrópolis de Pérgamo é através de um teleférico (paga-se 10 liras pelo ticket de ida e volta), onde se pode apreciar a linda paisagem da atual Bergama, que possui cerca de 60 mil habitantes. Escreverei posts específicos sobre Asklepion e outros lugares interessantes de se visitar em Bergama próximamente.




Teleférico




Foto da parte mais alta do teatro, onde se vê bem embaixo, quase na vertical, o palco. Chega dar uma vertigem!



Vista do teatro. Impressionante! O teatro grego-romano que mais gostei de visitar em toda a Turquia, pela originalidade da construção vertical.


Reconstrução de uma das fachadas do templo de Trajano


Templo de Trajano


Vista de outra parte da acrópolis, perto do templo de Trajano e do teatro


Uma das ruas da acrópolis


Detalhe dos arcos de concreto que suspendiam a cidade sob as rochas



Outro ângulo do templo de Trajano


Vista da acrópolis



 Local onde estava originalmente o famoso e enorme altar de Zeus, removido para o Museu de Berlim, Alemanha.




Maquete do original altar de Zeus, com fotos dos detalhes, no museu de Bergama.



Detalhe dos túneis que ligavam o santuário de Trajano ao teatro.



Muralhas da cidade.


Barragem do rio Bakirçay que localiza-se ao fundo da acrópolis.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dia mundial dos animais

Como estamos na semana mundial dos animais e como o tema do blog  é Turquia e Outras Cositas mas, hoje meu post é uma homenagem aos animais, e para ilustrar-lo, como não poderia deixar de ser, posto as fotos de alguns animais que encontro em minhas andanças na Turquia. Por onde quer que eu passe, sempre encontro um amiguinho e o fotografo.
Dia 4 de outubro comemora-se o Dia Mundial dos Animais, a data foi escolhida em 1931, em um encontro de ecologistas, na cidade italiana de Florença. Esse dia foi escolhido por tratar-se do Dia de São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais. Nos dias de hoje, onde ainda lemos nos jornais de todo o mundo, noticias de tortura aos animais, matanças generalizadas, testes de produtos em animais das mais variadas espécies, e outras tantas barbaridades, peço a todos os meus leitores e seguidores que passem a enxergar o que temos feito, e consentido, contra os animais e como o ser humano ainda precisa de aperfeiçoamento, como já dizia Leonardo Da Vinci (1452-1519): "Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, neste dia, um crime contra um animal será um crime contra a humanidade" . Há 5 séculos já se falava em proteção aos animas, mas foi somente em 1978 que seus direitos foram formalizados, com a criação da Declaração Universal dos Direitos do Animais, aprovada pela UNESCO. O texto da declaração foi aprovado por diversos países, incluindo o Brasil, no entanto, a realidade dessa declaração ainda precisa ser levada a sério e posta em prática pela maioria dos signatários.
Neste Dia Mundial dos Animais, tome uma decisão, compre produtos de empresas que não testam em animais, como as do link abaixo:

http://www.pea.org.br/crueldade/testes/naotestam.htm

A postagem de hoje é dedicada a todos esses meus "amiguinhos", desejando que todos eles e os demais animais, em todo o mundo,  tenham um futuro melhor.



A gatinha caçadora das ruínas da cidade de Troya.


Cézar, amiguinho do Parque Golbasi, Ankara.


O observador da floresta do Monastério de Sumela.



Amiguinho que deu as boas vindas a Rize, no Mar Negro.



Hera, nossa amiguinha do hotel, no Platô de Ayder



Amiguinho de Beyran Kale, orgulhoso do sininho em seu pescoço.



Uma das meninas da Ponte de Séptimius Severus.




Bebezinho que salvei das mãos de motoristas de ônibus turcos, em uma das tábias de Çanakkale, que enfiavam cigarro em suas narinas só para vê-lo espirrar!



Um dos guardiões do cemitério onde está enterrada uma das tropas de Atatürk, em Çanakkale.



As  meninas das cascatas de Muradyie.



Nosso amigão Forest, do hotel em Kemer, Antalya.


Nosso mais querido amigo, Minik, do parque Ahlatilieblel, em Ankara.



Guardião das tumbas do museu de Etnografia, Ankara.



Aslan, do balneário de Tömuk, Mersin.



Uma das "esculturas" vivas da praça em frente a Mesquita Azul, Istambul.



Cão e gato dividem a mesma foto e o mesmo abandono, nas ruas de Ulus, Ankara.



 A rapaziada de Bergama, sempre atenta e alegre.



Outra gatinha caçadora, de Troya.



Nossa amiga de longa data, Tony, do parque Ahlatilieblel, Ankara.



A estrela maior, Lucy, amiguinha da garagem da cidade de Baliksir.



Cachorrinha simpática do balneário de Kiz Kalesi, Mersin.


Nosso mais recente amigo, Kermite, do hotel em Sultanahmet, Istambul.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ramadã em Istambul

O período de ramadã já passou, durou um mês, de meados de julho a meados de agosto deste ano. No entanto, como não tive oportunidade de escrever antes sobre o tema, resolvi postar hoje minha experiência de ramadã em Istambul.
Antes de mais nada, vamos conceituar o que é o ramadã: é o nono mês do calendário islâmico, mês em que teria sido revelado o Corão ao profeta Maomé. Como o calendário islâminco é lunar e não solar, o ramadã não acontece na mesma época todos os anos, podendo ser comemorado em todas as estações do ano, conforme a progressão dos anos, num total 29 a 30 dias de duração.  O período de ramadã inicia-se no final do oitavo mês, com a aparição da lua.
No mês do ramadã todo o muçulmano que atinja a puberdade deve jejuar, como diz o alcorão: "....e aquele que dentre vós presenciou a lua nova deste mês (mês de ramadã), deverá jejuar, e aquele que se encontrar enfermo ou em viagem, jejuará depois o mesmo número de dias.." (Alcorão Surat Al Baqara- C 2 versículo 185). O jejum (aqui na Turquia chamado de oruç) é realizado da alvorada ao pôr do sol. Durente esse período o crente não deve comer nem beber qualquer tipo de líquido, nem mesmo água no verão. Após o período de jejum as famílias estão aptas para o jantar de quebra de jejum, chamado iftar, que pode ser apreciado após o anúncio, feito pelos muezims nas mesquitas, de que o último raio de sol se foi. Depois dessa oração o fiel já pode comer e beber.
Durante esse período do ramadã não é incomum encontrar pessoas mal humoradas e sonolentas, afinal, com todo o calor que faz aqui na Turquia no verão, não deve ser realmente fácil ficar sem tomar água o dia todo! Muitos muçulmanos preferem dormir o dia inteiro, para não sentirem fome ou sede. No interior da Turquia é comum vermos restaurantes fechados ao meio-dia, abrindo somente para o jantar. Fazer turismo no país nessa época, caso o visitante visite outros lugares, não somente Istambul, não é recomendável.








 
 
Como eu sempre digo, e não me canso de repetir, Istambul é toda uma realidade a parte. Estive na cidade em um final de semana, em pleno ramadã. Confesso que, para minha surpresa, encontrei um ambiente bastante cosmopolita, onde muçulmamos fervorosos dividiam seu espaço com estrangeiros cristãos de todas as partes do mundo, em plena harmonia. Presenciei esses fatos no bairro de Sultan Ahmet, local onde se encontram os museus e toda a parte histórica da época de Bizâncio, Constantinopla e Istambul. Nas praças de Sultanahmet, ao final da tarde, os fiés já começavam a montar sua área de "piquenique", eram milhares de toalhas espalhadas ao chão, nas praças e jardins das mesquitas. Famílias completas traziam todo o tipo de comida e bebida (não alcoólica) e ali ficavam acampadas a espera de que o muezim anunciasse o final do jejum para começar o iftar. Após a quebra do jejum as famílias passeavam entre as lojas e feiras de artesanato montadas no local especialmente para as festividades do ramadã. O colorido dos fiéis muçulmanos misturados ao milhares de turistas de todas as partes do mundo, e de credos diferentes, me fez ter uma pontinha de esperança de que é possível se viver em harmonia respeitando as crenças religiosas e ideologias de cada um! Se eu recomendo visitar Istambul na época do ramadã? Claro que sim, pois lá restaurantes e lojas estão abertos todos os dias, mesmo em época de ramadã, pois respeito às diversidades é algo que está na alma de Istambul!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Cascatas de Muradiye -Muradiye Şelalesi






As cascatas de Muradiye estão localizadas do lado oeste da estrada principal de Dogubeyazit, há 20 km da junção com a estrada de Tatvan (cerca de 80 km ao norte da cidade de Van, leste da Turquia). Para acessar as cascatas é necessário o pagamento de 2 liras na entrada do estacionamento. No local existe uma ponte de madeira onde o visitante pode apreciar a cascata de 20 metros. Na margem oposta da ponte o restaurante é uma boa pedida para quem deseja fazer uma refeição rápida e apreciar a beleza relaxante das cascatas. Algumas aves raras podem ser observadas durante o período migratório, nos meses de maio e junho. As cascatas de Muradyie são formações vulcânicas compostas de lavas de basalto. Recomendo uma visita ao local ao turista que esteja de passeio pelo leste turco, em direção à Van ou a Dogubeyazit. Uma paradinha para ver as cascatas de Muradiye vale a pena!